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Profissional de educação: a mudança do seu papel frente às novas tecnologias no ensino

No mês de celebração do profissional de educação, Tereza Moura, líder da Escola de Docência na Universidade Corporativa da Estácio, fala sobre o educador do futuro

Se antes ele era visto apenas como um transmissor de conteúdo, hoje, com o crescente acesso à internet e a maior disponibilidade de informações, deixa de ser a primeira fonte de conhecimento para tornar-se um importante catalisador no processo de aprendizagem dos estudantes.

 

Ao redirecionar sua forma de atuação, o educador assume as funções de mediação, supervisão e orientação, desafiando e estimulando a autonomia intelectual dos alunos – que, neste novo cenário, também são exigidos a adotarem uma postura mais crítica e ativa, como protagonistas na construção do seu próprio conhecimento.

 

Novas metodologias são base de apoio para revolucionar a forma de aprender e ensinar

 

O jovem aprende de forma mais significativa quando há uma relação constante entre teoria e prática, com aplicabilidade imediata para aquilo que está estudando. Por isso, para a professora Tereza, além da apreensão de conhecimentos, é importante abrir espaço para criação e inovação. São esses princípios que têm levado a universidade a discutir e mudar suas formas de ensinar, ou seja, as instituições precisam se adequar à nova geração que ascende ao ensino superior.

 

Nesse sentido, Tereza ressalta que são as metodologias ativas – aquelas que colocam o aluno como centro do seu processo de aprendizado – que apresentam resultados mais eficientes em relação ao desenvolvimento educacional, à fixação de conteúdos e à motivação dos estudantes em participarem de atividades diferenciadas em sala de aula.

 

Isso acontece, por exemplo, quando o docente utiliza recursos tecnológicos e visuais, indica leituras prévias, estudos de casos e a elaboração de projetos coletivos. Os alunos são incentivados a pesquisar, debater, questionar e propor soluções, construindo um pensamento mais crítico e reflexivo. Ou seja, desenvolvem habilidades fundamentais para trabalharem coletivamente e encarar desafios profissionais no futuro.

 

Segundo o Fórum Econômico Mundial de 2016, por exemplo, até 2020, 35% das habilidades mais demandadas para a maioria das ocupações deve mudar. Entre as novas principais demandas, estão a resolução de problemas complexos, o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de julgamento e de tomada de decisões.

 

Da portaria à sala de aula, todos possuem um papel de educador

 

No atual cenário em que as novas tecnologias e abordagens pedagógicas influenciam diretamente a atuação do profissional de educação, manter-se atualizado e adaptar-se às rápidas e diversas mudanças no contexto educacional pode ser um desafio e tanto.

 

Aqui, um ponto importante a ser considerado é a visão ampla sobre todos os profissionais da educação. Num ambiente acadêmico, não é apenas o professor que educa. Todos os profissionais, das mais variadas áreas, possuem um papel educativo, sendo fundamental treiná-los dentro de uma visão voltada ao diálogo e à educação. Mas isso só é possível por meio de uma formação continuada e treinamentos, que possibilitem aos variados profissionais da educação a oportunidade de refletir e aperfeiçoar suas práticas. E Tereza aponta, ainda, outro difícil desafio com o qual os profissionais de educação precisam lidar, a diversidade dos alunos em salas de aula:

 

- São sujeitos múltiplos, com formas de pensar e agir diferentes, que aprendem de maneiras distintas, em tempos desiguais. Por isso, cada um exige uma atenção adequada do educador. Se quisermos orientar nossos alunos, devemos atender às suas reais necessidades, e nunca uma será igual à outra – acrescenta.

 

Portanto, ao observar a diversidade dos alunos como uma diferença motivadora e necessária, é fundamental que professores e educadores trabalhem o tema em sala de aula. Para isso, buscar um olhar múltiplo na elaboração e na aplicação do currículo escolar torna-se essencial, adaptando conteúdos e atividades desenvolvidas, de forma a engajar os alunos no mundo das diferenças.

 

Esse trabalho terá reflexos positivos quando o aluno entrar no mercado de trabalho. Já foi abordado aqui no blog que empresas atentas à diversidade são mais inovadoras e lucrativas. Ou seja, quando culturas, visões e estilos de vida diferentes se unem, a chance de chegar a respostas e soluções inovadoras se multiplica.

Nesse sentido, promover atividades de integração e dinâmicas de grupo são ótimas formas dos educadores trabalharem o tema em sala de aula. Dessa forma, ensinam aos estudantes a serem legítimos cidadãos, profissionais competentes e líderes engajados, lidando com as diferenças e convivendo coletivamente sem preconceitos e discriminações.