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Amor faz bem aos negócios e à carreira

Engana-se quem pensa que somente os casais apaixonados sentem os benefícios do amor. O aumento desse sentimento no trabalho, sem a conotação romântica da palavra, está relacionado com o engajamento e a produtividade dos colaboradores.

No entanto, o termo amor não costuma ser algo usual dentro das organizações, e sentimentos como compaixão e afeto são muitas vezes negligenciados. Mas estudos em todo o mundo começam a indicar que pequenas demonstrações de preocupação e interesse em ouvir o outro para tentar buscar uma forma de ajudar são algumas atitudes que caracterizam o “amor companheiro” e podem influenciar na eficácia do trabalho realizado.

A importância do “amor companheiro”

Uma pesquisa da WhartonSchooloftheUniversityofPennsylvania, em parceria com a George Mason UniversitySchoolof Business, nos Estados Unidos, trata desse termo. O autor do estudo, professor SigalBarsade, e a co-autora, Mandy O’Neill, sugerem o conceito de “amor companheiro”, que está relacionado com as relações de afeto no trabalho.

Participaram do estudo 335 pessoas, entre funcionários e pacientes de uma instituição de saúde dos Estados Unidos, além de familiares dos pacientes. O levantamento aponta que ambientes onde as pessoas têm liberdade para expressar aos colegas sentimentos genuínos de afeto, como amor, compaixão e ternura, se sentem mais comprometidas com a empresa e mais produtivas. O estudo chegou à mesma conclusão ao ser aplicado em 3.201 profissionais de diferentes áreas, como financeira, farmacêutica, turismo, entre outras.

O problema é que dentro do ambiente corporativo, emoções ainda são vistas como algo negativo, a ser evitado. Contudo, vale ressaltar que todos os estímulos que recebemos no dia a dia são primeiramente processados pelo cérebro emocional. 

Amor e confiança são emoções intimamente ligadas e dizem respeito à qualidade das relações estabelecidas na vida.  Quanto melhor a qualidade das relações que os indivíduos estabelecem dentro do ambiente de trabalho, onde passam a maior parte do tempo, melhor a sensação de bem-estar, o que afeta positivamente a produtividade.

Competitividade como inimiga do “amor companheiro”

Conflitos internos dentro do ambiente de trabalho e a forte competitividade são algumas barreiras para que o “amor companheiro” seja cultivado. Dessa forma, a postura adotada por um bom líder que conhece cada integrante da equipe é capaz de balancear a preocupação entre a mensuração de resultados e a promoção de uma cultura emocional em que as relações de afeto e carinho entre os colaboradores sejam prazerosas.

Os estudos derivados do modelo de inteligência emocional já comprovaram o fenômeno de “contágio emocional”; isso implica, por exemplo, que o humor de um líder tem impacto direto no comportamento de sua equipe.  Se o líder demonstra atenção e preocupação genuínas com os integrantes da equipe, pode provocar comportamentos semelhantes entre os colaboradores.  Mas não se for fingido; precisa ser autêntico.

Por fim, vale destacar que, embora os líderes tenham papel importante no desenvolvimento da cultura emocional, as empresas precisam perceber que, em primeiro lugar, ela é composta por pessoas.

Por isso, cuidar bem dos colaboradores e proporcionar a eles um ambiente de trabalho sadio, em que os sentimentos genuínos são valorizados, terá impacto nos resultados e no desempenho dos negócios.